Você sabia que em breve o mundo vai acabar? Que na verdade um Tsunami seria uma arma de destruição em massa? Que os judeus dominam o mundo? Que todas as nossas ações são monitoradas pela CIA e pelo FBI? Que ETs teriam cedido tecnologias aos humanos para estudá-los?
E que tudo isso não passa de uma grande teoria da conspiração?

Na verdade, esse termo é utilizado para se referir a qualquer tipo de teoria que tente explicar um evento através do resultado e um plano secreto de ordem global.
Atualmente as teorias da conspiração ganharam força em função dos meios de comunicação e do cinema de hollywoodiano que mistura a realidade com a ficção.
Para que uma conspiração ganhe notoriedade é preciso que se trate de um acontecimento de grande escala e que interesses e conflitos de diversos grupos estejam em jogo. Dessa forma, a versão oficial acaba sendo contestada.
Nessa teia de conspiração, é importante apontar para um grupo de elite que manipule essa versão oficial para manter tudo em segredo.
Relacionando fatos antigos, a teoria fica mais convincente e parece embasada em fontes históricas. Outro aspecto importante é quanto o de espalhar o desespero. Deve-se demonstrar que se essa “verdade” for ignorada os efeitos podem ser catastróficos.
Porém, nos tempos modernos é importante ter cautela com opiniões pré-aceitas. As maiorias desses argumentos conspiratórios não passam de desesperados esforços de fugir da responsabilidade.
Conforme Hannah Arendt cita: Platão em seu conflito contra os sofistas descobriu que a arte universal de encantar os espíritos com argumentos, nada tinha a ver com a verdade, mas só visava à conquista de opiniões.
Em resumo, as teorias da conspiração devido à deficiência crítica dos seus defensores são baseadas em argumentos supérfluos. No geral, esses profetas da conspiração não se baseiam em fontes seguras, mas em puro achismo.

Karl Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico
Qualquer afirmação que não pode ser refutada, portanto não pode ser testada e não pode ser considerada uma afirmação científica (Karl Popper).
Assim, para não cair nessa armadilha, deve-se questionar e buscar evidências concretas sempre que for possível. A honestidade intelectual sempre deve prevalecer diante dessa “arte” de não argumentar utilizadas por esses teóricos da conspiração.