Parou no vermelho
esperou o verde
penetrou no negro
dormiu no espaço
sonhou que era lua
acordou refletido
na poça de sangue
no meio da rua.
Posts Tagged ‘sangue’
Eu sou o tumulto
Posted in Poesias, tagged cidade, história, hostil, sangue, tv on 04 / maio / 2011| 1 Comment »
Tumulto é o meu nome e se escreve com pólvora
e se escreve nos muros da cidade adormecida.
Cheguei à cidade triste e escalei seus altos muros
com meu nome preenchidos.
Tumulto!
Cheguei agora e estou prestes a eclodir
nas bocas que comem a carne
na carne que engole a carne
nos crimes que vão explodir
nas edições dos jornais
assim que o dia surgir.
Tumulto é o meu nome e se escreve com sangue
nos olhos fundos do homem que está prestes a ruir
que está prestes a mergulhar
nas ondas do fundo mar
à procura de uma paz
que não lhe dá seu país.
O sangue preenche as páginas da história
que escrevi
os sonhos são meros fatos
nas ruínas que ergui
os homens não são mais nada
nas ruas de qualquer cidade:
Helsinque
Havana
e Paris.
O homem destrói o homem
o bicho liquida o bicho
o homem mais se aproxima
do bicho que come o lixo
do que o homem que eu vi.
Há espaço pro tumulto
por isto estou aqui
com minha febre escondida
nas aventuras do gibi.
Tumulto gera tumulto
os homens são meu frenesi
quanto mais eu toco neles
mais eles querem de mim.
Tumulto é o meu nome e se escreve com gritos
na aventura da TV
e se escreve com a fúria daqueles que são assim
meio homens, meio bichos
meio metade de lixo
escondidos pelos nichos
que na cidade incluí.
E todos estão assim
meio homens, meio bichos
meio metade de lixo
escondidos pelos nichos da cidade
que escrevi.
Na peste
a morte é perversa
a morte é atleta
a morte é bela e esbelta
e não para pra dormir.
O tumulto é esta peste
sou eu que cheguei aqui
sou eu que vim dos infernos
pra minha pátria ungir
com a febre de seus homens
e seu sangue ruim e hostil.
Eu sou o tumulto, senhores
e e vim para destruir
enquanto houver silêncio
e o lixo ao homem servir
enquanto houver conivência
e o homem ao homem servir
meu nome gravado na pedra
o homem vai explodir.
Eu sou o tumulto, senhores
venham todos até aqui
toquem meus hematomas
minhas poças de sangue
o ardil
larguem desta cidade
o pesadelo senil
e todos os homens das ruas
venham acender o pavio.
Traição
Posted in Poesias, tagged amor, lama, mulher, sangue, vingança on 27 / janeiro / 2011| 1 Comment »
Há uma traição no ar pairando
há um punhal
o sangue
a lama
há um ser agonizando
junto à mulher e à cama.
Há um amor no ar pairando
há um ser
o sangue a lama
há uma traição agonizando
nos olhos de quem se engana.
Há um delírio na festa
a cama
há dois olhos soluçando
há um desejo assassino
no rosto de quem se ama.
A traição se fez em chama
fez-se punhal no âmago
pra lançar sangue na lama
desse peito em desencanto.
Fez-se lama o desencanto
no peito da mulher que ama
fez-se da traição um espanto
nos olhos de quem é chama
no rosto de quem se ama.
Fez-se sangue a dor alheia
deixando suor na testa
quando do delírio da cama
fez-se da traição a festa.
Fez-se de festa o desengano
fazendo de sepulcro a cama
quando não mão de quem ama
brilhou o punhal da vingança.
Desgarrada
Posted in Contos/Crônicas, tagged desvario, endiabrada, sangue on 04 / junho / 2009| 1 Comment »
Sóbria viajante
Sombrios Arrepios
Cortei pujante
Os temidos desvarios
Farsas sobrepujadas
Agarradas à pele crua
Tão endiabradas
Vão à beira da rua