André Sagaz morava sozinho, não trabalhava, cortou relações desde cedo com os seus pais. Ganhava dinheiro facilmente, era um hacker e se considera um dos melhores que já existiu.

Solitário, costumava trocar o dia pela noite, tinha o conhecimento de quem freqüentou mais de dez universidades. Respirava tecnologia, apesar de achar que ela era usada para escravizar e tirar os empregos das pessoas. Sabia que uma nova era poderia surgir se as máquinas fosse explorada como um instrumento da potencialidade humana, desde que com cautela, respeito e ponderação, servindo o homem e não o contrário.
Não acreditava em nenhuma forma de governo e instituição, sejam elas educacionais, religiosas ou monetárias, e sempre a essa última atribuiu a culpa de todos os males. Achava que a sociedade era doente, manipulada, confusa e desorientada, inclusive ele. Sua função era criar o antídoto. Para isso teria que derrubar as corporações que dominavam o mundo e isso seria feito através de um colapso mundial.
André passava horas estudando através da internet, filmes, livros sobre informática, sociologia, política e filosofia e até mesmo encontrava suas respostas nas músicas.
Considerava um neo-revolucíonario, termo criado por ele. Na sua opinião os métodos e idéias dos cientistas políticos e militantes, estavam amarrados ao passado, sabia que as regras do jogo mudaram. A questão era apenas adaptar essas novas mudanças.
Como a ajuda de três outras pessoas, no qual tinha conhecido pela internet e que compartilhava o mesmo idealismo, criou um poderoso programa, que através dele jogaria o maior vírus criado na face da terra, o seu nome era vampiro digital.
Venderia para as principais empresas, que não recusaria, pelo motivo de que seu modo de produção aumentaria em mais de 90 %. Bill Gates e Steve Jobs iriam ficar com inveja. Assim como no filme Vale do Silício, o que fez foi apenas aprimorar idéias já existentes. Antes de atacar, agradaria a Gregos e Troianos.
Através desse programa, mesmo os sistemas não interligados seriam afetados, sendo ele versátil e flexível.
Os bancos ruiriam aos seus pés, aproveitando a crise financeira tudo seria agravado. Os cafetões que controlam esse prostíbulo chamado de capitalismo iriam chorar lágrimas de sangue.
André Sagaz se preparava, seria no dia do seu aniversário, não seria pelo dinheiro, não estava à venda, nenhum empresário do mundo conseguiria comprá-lo. Sua postura perante o mundo estava acima de qualquer valor.
Um homem com uma ideologia inabalável pode ser perigoso, mesmo que esse na data de nascimento desse ano, comemore apenas seus quinze anos.
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