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Posts Tagged ‘razão’

Pois é pensamento

Estás aí caído

Tentando disfarçar

A dor do peito

Da inútil jactância

Pérfida, corrosiva, voraz

Acorda dessa medonha

Disfarçatez imbecil

Enche esse peito

De dignidade e nobreza

Inclina essa serviz

Liberta-te dessa fatídica

Existência de mediocridade

De piedade e arrogância

Olha a tua volta

E se renda a verdade

Da beleza do outro

Da delicatez simplória

Invista-se, permita-se, desloque-se

Ao menos na tentativa

De enxergar, ver, olhar

Esbraveja logo tudo

É inevitável a queda

Mas sossega, sim

No movimento da vida

Não há justo, injusto

Apenas susto, assusto

Nada mais que fluxo, refluxo

Acontece, esquece

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Segundo o Wikipédia, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso. Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica ou emotiva, mas não validade lógica.

Pegando o gancho de um post do Adriano no blog Letras Despidas, eu resolvi criar o meu próprio dicionário de falácias. Essa lista foi criada através de um netbook chamado Entre a fé e o Niilismo (Mateus Davi) e também através da obra A Arte de ter razão (Artur Schopenhauer).

Mito da pobreza
É a falácia que assume que alguém pobre é mais integro e virtuoso que alguém rico.
Ex: É mais provável que os monges descubram o significado da vida, pois abdicaram da distração que o dinheiro possibilita.

Mito da riqueza
Oposta da pobreza.

Mito do antigo
Essa é a falácia de afirmar que algo é verdadeiro ou bom só porque é antigo ou sempre foi assim.

Você também
É após ser criticado, dizer: você também!

Ataque a crença
O oponente utiliza a crença do indivíduo como forma de ganhar o argumento.
Ex: Oponente é membro de uma organização ou seita religiosa a que você não pertence, você pode empregar as opiniões declaradas desse grupo contra o oponente.

Homem de palha
Consiste em criar idéias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.
Ex: “Deveríamos abolir todas as armas do mundo. Só assim haveria paz verdadeira.” Ou ainda, “Meu adversário, por ser de um partido de esquerda, é a favor do comunismo radical, e quer retirar todas as suas posses, além de ocupar as suas casas com pessoas que você não conhece.”

Argumentação de números
Consiste em afirmar que quanto mais pessoas concordam ou acreditam numa certa proposição mais provavelmente ela estará correta.
Ex: A grande maioria das pessoas desse país acredita que a punição capital é bastante eficiente na diminuição de delitos. Negar isso em face de tantas evidencias é ridículo.

Argumento de misericórdia
É apelo a piedade, também conhecido como suplica especial. A falácia é cometida quando alguém apela à compaixão para convencer através de uma conclusão.
Ex: Eu não assassinei os meus pais com um machado! Por favor, não me acusem, não vê que já estou sofrendo o bastante por ter me tornado órfão.

Generalização grosseira
Ela ocorre quando se cria uma regra geral examinado poucos casos específicos que não representam todos os possíveis.
Ex: Baker foi um cristão pérfido, logo todos os cristãos são.

Apelo ao natural

Falácia comum em argumentos políticos. Uma versão consiste em estabelecer a analogia entre uma conclusão em particular e algum aspecto do mundo natural dizendo então que é algo inevitável.
Ex: O mundo natural é caracterizado pela competição, animais lutam uns contra os outros pela posse de recursos naturais limitados. O capitalismo luta pela posse de capital – é simplesmente um aspecto inevitável da natureza humana.

Concretista
Ocorre quando um conceito abstrato é tratado como concreto.
Ex: Você descreveu uma pessoa como maldosa. Mas onde fica sua maldade? No cérebro? Cadê? Você não pode nem demonstrar o que diz, suas afirmações são infundadas.

Declínio escorregadio
Consiste em dizer que a ocorrência de um evento acarretará conseqüências daninhas, mas sem apresentar provas para sustentar tal afirmação.
Ex: Se legalizarmos a maconha, então mais pessoas começarão a usar crack e heroína e teríamos que legaliza-la também. Não levara muito tempo até que o país se transforme numa nação de viciados. Logo não se deve legalizar a maconha.

Ataque ao homem
Comete-se quando se ataca a pessoa ao invés do argumento.
Ex: Todos nós sabemos que o nobre deputado é um mentiroso e trapaceiro, portanto como poderemos concordar com sua idéia de redução de impostos.

Argumento circular
A conclusão que se estabelece é usada como premissa ou como suporte de premissa.
Ex: Deus existe porque isso é dito na bíblia. E é claro que a bíblia é um livro totalmente verdadeiro, porque é a palavra de Deus.

Desvio de assunto
Tira-se o foco principal para cair numa outra conclusão que não se relaciona com o presépio.
Ex: Não se deve proibir o fumo em locais fechados. Todos queremos melhorar o ar, mas não é justo proibir os fumantes se há outros problemas mais graves, como a poluição de carros.

Questão complexa
Coloca-se uma questão que não importa a resposta, compromete o opositor.
Ex: Você já parou de bater na sua mulher? Se a resposta for não, é porque ainda bate. E se a resposta for sim, é porque já bateu. Em nenhum dos casos se considera o caso de nunca ter batido.

Falácia da falácia
É quando acusa o outro de estar cometendo uma falácia, sendo que o acusado ainda pode apresentar uma conclusão.

Falácia da tradição
Justifica-se a aceitação de um argumento, baseado no fato de que sempre foi assim.
Ex: Nesta empresa nunca foi permitido que as mulheres ascendessem à posição de diretoria, sempre foi assim e não vai ser agora que isso vai ser possível de acontecer.

Apelo à ignorância
Conclui-se que algo é verdadeiro só porque não pode ser provado como falso.
Ex: Como ninguém prova que fantasmas não existem, eles devem existir.

Apelo à autoridade
Procura-se sustentar um argumento usando a declaração de que muitas vezes especula fora de sua especialidade.
Ex: Você deve tomar 10g de vitamina C por dia, pois isso foi recomendado por Sartre, um grande filósofo existencialista.

Falso dilema
Propõe um número limitado de alternativas, tendendo a tornar uma delas verdadeira.
Ex: Se você não for a favor, então está contra mim.

Argumentação de repetição
A pessoa repete algo até a exaustão.
Ex: Porque vocês são gente fina, eu gosto de vocês e por causa dessa profunda admiração eu…

Apelo ao povo
Comete-se essa falácia quando tenta conquistar a aceitação de uma proposição apelando a um grande número de pessoas.
Ex: A pornografia deve ser banida. Ela é uma violência contra as mulheres.

Simplista
Essa falácia ocorre quando alguém exige uma resposta simplista a uma questão complexa.
Ex: Alto imposto impedem o negócio. Sim ou não?

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Palavras, não são só palavras
Em tom de calúnia, não valem nada
Desusadas, desalmadas, desamparadas
Oh, são as palavras!
Benditas dialeticas, afiadas
Iluminam a escuridão
Tão sábias!
Vencem a razão,
Tão belas!
Quando tocam um coração,
Tão elas!
Quando escritas a mão

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Aquele sentimento nasceu, como nasce uma flor espinhosa em uma terra erma e obscura. Naquela ocasião, minhas propriedades intelectuais, não serviram de nada.

Rosa de sangue

Senhores, na vida eu tive muitas realizações. Tive uma infância tranquila, fui um funcionário público bem sucedido e na medida do possível politizado, procurando sempre entender e lutar contra meus preconceitos.

Na mesa de bar, lugar que gosto de expor minha vaidade, condeno a postura dos meus amigos em um relacionamento amoroso. Explico a eles que a traição não existe, a mulher não pode ser tratada como se fosse uma propriedade privada do homem. Puro machismo! Porém, fiz exatamente tudo o que recriminei…

A minha capacidade de racionalização acabou quando entrou em jogo a emoção. E essa puxou as rédeas da razão e em seguida chicoteou minha frágil concepção.

Aquela mulher, linda e bem resolvida, conseguia fazer eu perder o controle com uma facilidade incrível. Sim, não falei pra vocês, o nome dela é Mariana, sendo ela uma advogada prestígiada e portadora de uma beleza rara e um sorriso capaz de derrubar navios.

Naquele dia em que Mariana sorriu e me disse que estava se relacionando com outras pessoas, uma pequena dor brotou em meu peito. De uma forma covarde, não tirei sua razão e concordei com suas escolhas. Calado comecei a me fechar…

Deitado em minha cama, ficava me remoendo pelos motivos mais fúteis. Aquele incomodo foi aumentando, aumentando, aumentando… basta!

Lutei de todas as formas possíveis. Tentei me afastar de Mariana, refletir, mostrar para mim mesmo o quanto sou ridículo e limitado. Porém levei uma surra de minha consciência. A quem estou enganando esse tempo todo? Esse sentimento vil, me condena, é mais forte do que eu. Ou será que ele sempre existiu ?

Estava confuso, um dia… um dia aquilo explodiu. E posso dizer a vocês que não foi nada agradável. Não, não foi uma daquelas brigas que um sai quebrando tudo e o outro vem atrás vomitando ofensas.

Foi o assassinato da minha moral. Fui eu na minha forma mais crúa. Nesse instante, parei de me importar com o que as pessoas pensavam ao meu respeito. Foi quando matei por amor.

E gozei!

Aquele sentimento nasceu em mim, como nasce uma flor espinhosa em uma terra erma e obscura.Naquela ocasião, minhas propriedades intelectuais, não serviram de nada. Foi dor de corno!Senhores, na vida eu tive muitas realizações financeiras. Fui um empresário bem sucedido epolitizado. Procurando sempre entender e lutar contra meus preconceitos. Na mesa de bar,lugar que gosto de expor minha vaidade, condeno a postura dos meus amigos em umrelacionamento amoroso. Explico a eles que a traição não existe, a mulher não pode sertratada como se fosse uma propriedade privada do homem. Puro machismo! Porém fiz tudo o querecriminei…

A capacidade de racionalização acaba quando entra em jogo sua emoção. E essa puxa as rédeas

da razão e em seguida a açoita, deixando cada um de nós com uma reação um tanto quanto

inesperada.

Aquela mulher, linda e bem resolvida, conseguia fazer eu perder o controle com facilidade.

Sim, não falei para vocês, o nome dela é Mariana, sendo ela uma advogada prestígiada e

portadora de uma beleza rara e um sorriso de derrubar navios cargueiros.

Naquele dia em que Mariana sorriu e me disse que estava se relacionando com outras pessoas,

uma pequena dor brotou em meu peito. De uma forma covarde, não tirei sua razão e concordei

com suas escolhas. Calado comecei a me fechar…

Deitado em minha cama, ficava me remoendo pelos motivos mais fúteis. Aquele incomodo foi

aumentando, aumentando, aumentando… basta!

Lutei de todas as formas possíveis. Tentei me afastar de Mariana, refletir, mostrar para

mim mesmo o quanto sou ridículo e limitado. Porém levei uma surra de minha consciência. A

quem estou enganando esse tempo todo? Esse sentimento vil, me condena, é mais forte do que

eu. Ou será que ele sempre existiu ?

Estava confuso, um dia… Um dia aquilo explodiu. E posso dizer a vocês que não foi nada

agradável. Não, não foi uma daquelas brigas de novela que um sai quebrando tudo e o outro

vem atrás vomitando ofensas.

Foi o assassinato da minha moral, fui eu na minha forma mais crúa. Foi quando eu parei de

se importar com o que as pessoas pensam de mim. Foi quando matei por amor.

E gozei!

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