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Posts Tagged ‘cinema’

Parar, sentar, pegar um papel, uma caneta e pôr-se a pensar.

escrevendo-no-papel

Pensar no que escrever naquela folha de papel em branco.

É um bom exercício, uma boa maneira de você repensar o mundo, a vida… a sua vida.

À procura do assunto você viaja por todos os espaços.

Você pensa em emprego, desemprego, salário, filhos, casa própria, poluição, corrupção, guerras, fome, doenças, esportes, imagens, lugares, tragédias, religião, aquecimento global, violência, esperança, alegria, tristeza, cinema, literatura, teatro, universidade, carreira, preconceito, trânsito, amigos, amor, sexo… etc etc etc.

E você escreve.

E fica conhecendo mais você, sua posição sobre os assuntos relevantes e sobre os irrelevantes.

Se você é de esquerda, direita, conservador, preconceituoso, alegre, triste, solto, amarrado…

E não importa se o texto fica bom ou ruim!

Chato, legal.

Aproveitável ou não.

Escrever é legal.

É também entretenimento.

E você convive mais com você.

Experimente!

É de graça e não dói!

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Cinema Paradiso

– Um cineasta de sucesso retorna à sua cidade natal quando é avisado da morte de um grande amigo de seu passado, que o ajudou a se apaixonar pelo cinema.

– A partir desse enredo simples, o personagem volta à sua infância e nos mostra um filme onde você chora, ri, reflete, ama, se apieda, fica irado, apaixonado e… com uma sensação de vazio.
– Dirigido por Giusuppe Tornatore, estrelado por Philippe Noiret, Salvatore Cascio, Jacques Perrin, entre outros; com música de Ennio Morricone, produção italiana, lançado em 1988, Cinema Paradiso é um verdadeiro hino de amor à 7ª arte.
– O Cinema Paradiso também faz parte da minha vida. Eu também tive o meu Cinema Paradiso.
– O meu Cinema tem muita influência dos italianos (até fizeram filmes na minha cidade).
– A sala de projeção do Cinema Paradiso é exatamente igual à do meu Cinema.
– O projetor preto (fico pensando se não é da mesma marca); os cartazes dos filmes colados nas paredes da escada e da sala; as contínuas interrupções do filme; o projecionista. Tudo igual!
– Até a censura dos filmes do Cinema Paradiso era igual à do meu Cinema: feita pelo padre da cidade.
– No meu Cinema os únicos filmes livres eram os do tipo Mazaroppi, Marcelino Pão e Vinho e Paixão de Cristo.
– O resto, na sua maioria, tinha censura.
– O padre do Cinema Paradiso tinha problemas com beijos: cortava todas as cenas, não existiam beijos nos filmes do Cinema Paradiso.
– O do meu Cinema não cortava só beijos: cortava pernas, seios, diálogos, lutas, tiros, entre outras coisas. Os filmes do meu Cinema também eram mutilados pela censura.
– Hoje, lembrei-me do filme e da censura. Da censura do filme e à que fomos submetidos por mais de duas décadas.
– Comparei as duas e cheguei à conclusão: todo tipo de censura é abominável, mas aquela do Cinema Paradiso e do meu Cinema chegava a ser lúdica, inocente… engraçada; mas insensatas e absurdas como todas as censuras.

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Você sabia que em breve o mundo vai acabar? Que na verdade um Tsunami seria uma arma de destruição em massa? Que os judeus dominam o mundo? Que todas as nossas ações são monitoradas pela CIA e pelo FBI? Que ETs teriam cedido tecnologias aos humanos para estudá-los?

E que tudo isso não passa de uma grande teoria da conspiração?

Na verdade, esse termo é utilizado para se referir a qualquer tipo de teoria que tente explicar um evento através do resultado e um plano secreto de ordem global.

Atualmente as teorias da conspiração ganharam força em função dos meios de comunicação e do cinema de hollywoodiano que mistura a realidade com a ficção.

Para que uma conspiração ganhe notoriedade é preciso que se trate de um acontecimento de grande escala e que interesses e conflitos de diversos grupos estejam em jogo. Dessa forma, a versão oficial acaba sendo contestada.

Nessa teia de conspiração, é importante apontar para um grupo de elite que manipule essa versão oficial para manter tudo em segredo.

Relacionando fatos antigos, a teoria fica mais convincente e parece embasada em fontes históricas. Outro aspecto importante é quanto o de espalhar o desespero. Deve-se demonstrar que se essa “verdade” for ignorada os efeitos podem ser catastróficos.

Porém, nos tempos modernos é importante ter cautela com opiniões pré-aceitas. As maiorias desses argumentos conspiratórios não passam de desesperados esforços de fugir da responsabilidade.

Conforme Hannah Arendt cita: Platão em seu conflito contra os sofistas descobriu que a arte universal de encantar os espíritos com argumentos, nada tinha a ver com a verdade, mas só visava à conquista de opiniões.

Em resumo, as teorias da conspiração devido à deficiência crítica dos seus defensores são baseadas em argumentos supérfluos. No geral, esses profetas da conspiração não se baseiam em fontes seguras, mas em puro achismo.

 

Karl Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994) foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico

Qualquer afirmação que não pode ser refutada, portanto não pode ser testada e não pode ser considerada uma afirmação científica (Karl Popper).

Assim, para não cair nessa armadilha, deve-se questionar e buscar evidências concretas sempre que for possível. A honestidade intelectual sempre deve prevalecer diante dessa “arte” de não argumentar utilizadas por esses teóricos da conspiração.

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Segue abaixo uma série contando um pouco sobre os primórdios do cinema, através do seu contexto histórico, suas invenções e seus criadores.


Podemos dizer que o cinema não teve uma única origem ou criador, sendo que o mesmo teve diversas formas culturais no qual se espelhar. Entre as diversas expressões da sétima arte encontramos o teatro de rua, a lanterna mágica e a representação visual pictória.

As primeiras exibições de filmes ocorreram no ano de 1895 através do inventor Thomas A. Edison que registrou sua nova invenção, o quinestocópio. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como era chamado, ficou conhecido por sua célebre frase: “O gênio consiste em um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração.” Ao longo da sua vida, Edison registrou mais de 1000 patentes.

Enquanto isso na França, os irmãos Lumière fizeram uma famosa apresentação pública do seu cinematógrafo. O cinematógrafo era uma máquina de filmar e projetor de cinema, invento que lhes tem sido atribuído, mas que na verdade foi inventado por Léon Bouly, em 1892, que terá perdido a patente, de novo registrada pelos Lumière a 13 de Fevereiro de 1895. Curiosidade a parte, Louis, um dos irmãos, tinha profunda admiração por Mussolini, a quem enviou uma fotografia sua com uma dedicatória em que referia «a expressão da minha mais profunda admiração».

Porém os Lumière nem sequer foram os primeiros a fazer tal exibição. Os irmãos Marx e Emil fizeram uma exibição de 15 minutos no bioscópio.

O Grand Café em Paris era o local onde se passavam os filmes. Sua versão norte-americana foram os cafés conhecidos como vaudevilles.

Com o tempo outros cinematógrafos surgiram como concorrentes, entre eles o mágico ilusionista George Mélies , considerado por muitos como o pai do cinema de fantasia. Utilizando de efeitos especiais, Mèlies utilizou o cinema como uma forma de extensão do seu trabalho.

Noel Bursch, crítico e teórico de cinema estadunidense, afirmava que essa primeira fase do cinema era primitiva devido a não centralização dos planos, falta de linealidade, plano estático, entre outros motivos. Porém, muitos historiadores discordam desse ponto de vista, dizendo que o cinema inicial tinha sua maneira de expressão original, tendo como objetivo maior chamar a atenção do público.

Essa primeira fase ficou conhecida como cinema de atração. Nesse período,  há uma mistura de cenários naturais com outros totalmente artificiais. A produtora Biograph, por exemplo, gravava seus filmes no telhado de um edifício em Nova York.

Os filmes em sua maioria tinham o caráter documental mostrando cenas do cotidiano, como pessoas saindo do trabalho, entrando no trem (adoravam fazer filmes sobre ferrovias), sobre guerras e outras situações históricas.

Na segunda fase (1903 a 1907), surgem os filmes de ficção. São criadas as narrativas simples (apenas através de imagens). Os filmes passam a ser exibidos em Nickelodeons (grandes depósitos ou armazéns adaptados e se eu não me engano hoje é o nome de um canal que passa um monte de desenho chato na TV a cabo).

A partir de então, as companhias começam a ganhar força, organizando-se industrialmente. Com isso o número de produções cresce consideravelmente.

Nos EUA os produtores começam a aprimorar a narrativa para atrair mais público (em especial a classe média). As exibições de filmes começam a acontecer em luxuosos palácios do cinema.

O melodrama passa a ser o gênero dominante e o cinema timidamente começa a sofrer grandes transformações, trazendo consigo muitas inovações tecnologicas e novas formas de narração.

Fonte: Fernando Mascarello – História do cinema mundial

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