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Posts Tagged ‘amor’

O amor não tem fronteiras

10 segundos foi o tempo que durou aquele beijo.
Míseros 10 segundos!
E bastou!
O tesão, a paixão, o amor, a loucura subiram pelas pernas, foram até o cérebro, se organizaram da maneira mais doida do mundo e desceram pro coração de Leomário.
Lá se fixaram.
E pronto!
Um doido nasceu para o mundo.
Quirinha se afastou do beijo.
Não era bem o que queria/pensava.
Achou tudo um grande engano, se desculpou, pegou a bolsa, se despediu e ia sair.
Leomário foi até a porta, girou a chave, tirou da fechadura e guardou no bolso.
Quirinha questionou.
Leomário olhou apaixonadíssimo para ela.
Ela tentou chegar até a porta, ele barrou.
Ela questionou de novo.
Ele, sem mais nem menos:
Mulher minha não faz o que quer!
Susto, desespero… conversa.
Nada!
Irredutível!
Pra cima, outro beijo.
Não! Não! E não!
Encostada na porta:
Sai!
Não!
O corpo no corpo!
A luta.
Tentativa de sair.
Nada!
A mão no pescoço!
A falta de ar.
Um grunhido… e pronto!
O amor não tem fronteiras.
Tanto nos aproxima de Deus, como pode matar.
Ou pode convidar o diabo para o beijo apaixonado.
Ou para a dança ao luar.
Depende do caso!

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Amor x Ódio

Aposto no ódio, cuspo no amor.
amor e odio
O amor, tá na cara, é doente; o ódio, saudável e promissor.
É questão de lógica: o gigante x o anão.
O amor se esquiva; sobrevive aos trancos&barrancos nos folhetins novelescos.
O ódio é real, está nas ruas; na voz que grita o assalto, na voz de quem pede a esmola, nos olhos de quem exige amor.
O amor se isola e se imola nas conversas dos que já odeiam e pensam amar.
O ódio é correto, cheio de moral.
Não se esconde de nada, ao contrário está sempre disposto a mostrar sua cara, a dar o melhor de si.
O amor se desuniversaliza.
O ódio atravessa as fronteiras, das terras e dos corações.
O amor é lerdo, negocia-se por muito tempo o seu preço.
O ódio é lépido, é de graça, não necessita negociação.
Aposto tudo o que tenho no ódio, até o meu pseudoamor, as minhas esperanças.
o amor não tem futuro.
O ódio é o nosso objetivo.
E não demora o enterro do último ser que amou.
E eu quero estar preparado, com o meu ódio em dia.
Pronto para enfrentar os tempos que virão.
Que não serão bonitos de ver, de viver… conviver.
E muito menos de sentir…
O futuro chumbo negro da alma.

E do coração

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O silêncio latido

Cadê meu travesseiro?
A noite chegou
o amor me aperta.

casal-dormindo

O amor aperta

Sossega, amor!
Não quero brincar de sofrer.

Amor durão
travesso
velho!
Amor eterno!

O silêncio do amor é doído.

Na rua,
o cachorro late sua velha canção.

Eu penso
silenciosamente penso
no latido que ouço!…

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Acordares

Hoje acordei 1/2 que azedo, 1/2 que estragado para o mundo.

Não tô com saco pra nada!

Praia, futebol, música, culinária, arte, tv, internet, amor, sexo… nada!

Cada coisa se apresenta mais chata que a outra.

Nunca aconteceu com você?

Esses dias em que a gente acorda e parece que a alma, na madrugada, saiu e foi dar uma voltinha por aí deixando a gente vazio… oco por dentro.

Aqueles dias em que a gente está sem ritmo, sem saber onde colocar as mãos, sem querer conversa com quem quer que seja, sem querer saber do mundo… da própria cara.

Pois é, acordei assim!

Mas acho que até a tarde minha alma volta do seu passeio solitário.

Ou, no máximo, na próxima madrugada!

Cansada e frustrada com o que vivenciou por aí no dia de hoje, ela volta pra casa.

Com o rabo no meio das pernas.

Acabrunhada.

E amanhã, como todos os dias, devo amanhecer mais doce.

Mais conivente com a chatice do mundo.

E com a minha!

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Se choras

Se choras não me comovo
porque quem chora é pedra
não absorvo
esta alma deserta.

Antigamente se sofria
e nem era tempo
tinha alegria
e o meu pensamento.

Se choras neste momento
vou-me embora
segure-se ao meu movimento
o amor de agora.

Se choras eu vou embora

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Essa me contaram, quase que não acreditei.

Wanderlise era um brancão bonitão, homofóbico e racista.

Seu maior amigo era Lindinauro, um mulatão bonitão, homofóbico e racista.

Ambos haviam estudado juntos, tinham famílias: pais, avós, irmãos, irmãos e muitos amigos.

Durante o dia eram pessoas comuns:

Wanderlise trabalhava numa empresa, Lindinauro em outra; à tarde se encontravam para tomar umas cervejas e falar dos assuntos que mais gostavam: gays e negros; às vezes incluíam na conversa os índios, os orientais e as putas.

Faziam piadas, riam; afinal, eram grandes amigos, machos pra caralho e eram ousados… muito ousados.

À noite, depois da cervejinha, saíam pra dar um rolé pela cidade no carro de Wanderlise.

Aí era hora de tomar atitudes, mostrar ao mundo os verdadeiros homens que eram; era hora de cumprir com a obrigação e por que não fazer do compromisso noturno um pouco de diversão.

Viam um gay, paravam o carro, desciam; tome porrada.

Um negro; tome porrada.

Às vezes um índio ou um oriental; tome porrada.

Puta; tome porrada.

Até um sem-teto; tome porrada.

E riam, faziam piadas…, e tome porrada.

Mais tarde, outra cervejinha, o balanço das porradas da noite, a sensação de dever cumprido e a conclusão que haviam melhorado um pouco o mundo.

Entravam novamente no carro e saíam.

Aí é que entra a história que eu quase não acreditei.

Não iam pra casa imediatamente.

Paravam num motelzinho fora da cidade e lá passavam algumas horas.

O maior segredo do mundo: Wanderlise e Lindinauro se amavam.

Wanderlise babava pelo ‘enorme mulatão’ de Lindinauro, e Lindinauro lambia os beiços pelo ‘enorme brancão’ de Wanderlise.

E assim passavam os dias:

Durante o dia, trabalho; à noite, horror; de madrugada, amor.

E dizem que foram felizes para sempre.

Foi o que me contaram.

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