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Archive for the ‘Arte’ Category

Ao acordar naquela manhã de sonhos perturbadores, Gregor Samsa viu-se transformado…

É assim que começa um dos maiores romances do século XX, A metamorfose. Nesse cenário os personagens do escritor Kafka vivenciam um mundo de pesadelos no qual não podem acordar, pois tudo aquilo é o real.

Franz Kafka nasceu em Praga em 1883. Apesar de ser ter permanecido completamente desconhecido durante a vida, foi considerado um dos maiores escritores do séc. XX. Escrito originalmente na Alemanha em 1915 A metamorfose é considerado sua obra-prima.

A narrativa desse romance pode ser avaliada sobre diversas perspectivas simbólicas como a fantasia, a burocratização, alienação e agora,  através das pinceladas de Peter Kuper.


Utilizando-se de uma fusão do expressionismo alemão com os quadrinhos norte-americanos Peter Kuper, fez uma sombria, porém fiel adaptação desse clássico universal.

A admiração de Peter Kuper por entomologia (parte da zoologia que cuida de insetos) começou com os seus cinco anos, porém foi superado pelo seu interesse pelos quadrinhos. Mas graças a Kafka, agora ele não é mais obrigado a escolher entre suas duas paixões.

Uma brilhante adaptação ilustrada do famoso conto de Franz Kafka. É uma leitura extremante prazerosa, no qual todos serão capazes de reconhecer o drama existencial e o inigualável senso de humor do texto original (Susan Bernstein, professora de literatura de estudos germânicos).

Logo nas primeiras páginas, Peter Kuper dedica sua obra a todos os Gregor Samsa do mundo. E isso porque, através de uma rotina sufocante imposta pela modernidade, qualquer um pode se ver ao acordar, se não no corpo de um inseto, ao menos diante de um mundo absurdo.

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René Magritte nasceu na Bélgica no ano de 1989. Considerado um dos maiores
artístas surrealistas de todos os tempos, suas pinturas são manifestações de seus sonhos e de suas  interpretações sobre a realidade.

O autor gostava de fazer fusões inusitadas de figuras como peixes com pernas de humano ou um sapato com dedos.

Pessoalmente acho suas obras impressionantes, muitas vezes desafiam a lógica e gera os mais diversos tipos de reações. Entre elas, uma que me chamou a atenção, foi sua pintura, conhecida como os amantes.

Nesse quadro, Magritte utiliza o seu pincel com uma perfeição acadêmica: a roupa dos amantes, a floresta ao fundo, as dobras e as sombras dos próprios lenços. Tudo é cheio de detalhes.

Essa imagem foi inspirada na morte trágica de sua mãe, quando ela se suicidou
jogando-se no rio Sambre. O corpo foi encontrado com uma camisola cobrindo seu rosto.

Essa imagem também inspirou os versos de Carlos Drummond:

“Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem
Um se beija no outro, refletido”

Na minha opinião essa pintura funesta representa o casal alienado por um amor cego e incondicional. Esse apego exagerado demonstra que ambos perderam a própria identidade, ficando sem nenhum tipo de expressão ou distinção.

Outro foco interpretativo, seria de que o casal namora escondido, estando sob uma situação de tensão, correndo o risco de serem descobertos e identificados. Mantendo-se então no anonimato, com os seus rostos ocultos, preservam dessa forma o relacionamento.

A sensação impactante que essa obra causa, demonstra todo o potencial e capacidade artística de René Magritte, presente nos seus quadros  e pinturas rigorosamente realísticas e que ao mesmo tempo foram expressos de um modo impossível de serem encontrados na vida real.

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