Do paleolítico ao apocalíptico o futuro chegou.
A ciência mais do que nunca transfigura a verdade.
Do seio flácido borbulha o líquido negro.
As carroças e os dragões metálicos rasgam o continente.
Na tela de vidro, os castelos de aço e dentro dele soldadinhos de metal gritam: um por todos, e todos por um!
E todos nós escravos enrustidos. Comendo pílulas de vitaminas, embalados pelos desencantos da vida.
Pelo cosmo a fora fugiremos. E por outras galáxias, mais guerras travaremos. E sobre todas elas também escreveremos.
Como um vírus, brincamos de ser Deus.
Nesse cenário dantesco, fazemos parte de um organismo gigantesco. Que expeliu todo o mal pelo seu buraco negro.
E assim, em um planeta distante a razão nasceu.