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Archive for 14 de julho de 2009

É José, perguntam pra você: e agora? Agora, você responde: sozinho como nunca. Sozinho, meu caro? Cadê a festa, as mulheres, dinheiro…?

Nada! Encontrei-me com algo que nunca abandona o ser humano, minha tão já conhecida solidão. Sinto-me às vezes como os bêbados das tavernas que encontramos nos romances de Dostoievski, não sou nada além do que aqueles homens vis e tristes. Todas aquelas mulheres me amaram até onde duraram meus últimos centavos; as festas? Ora, As festas! Tudo ilusão, meu caro. Elas apenas mascaravam nossa profunda melancolia, ríamos como tolos, mas não enganávamos a nós mesmos.

Sou um homem que talvez tenha encontrado nas sombras do que restou de mim, a única forma de sobreviver às minhas hostilidades, apenas sendo ridículo. Sim, ridículo! Afinal, é o que somos: todos ridículos. Já dizia o grande Pessoa que mais ridículo é aquele que pensa não sê-lo.

O vazio de nossa existência é algo cruel. Contudo, não pense que sou um homem do qual só se deve ter pena. Não! Devemos ter pena de todos nós. Todos nós, sem exceção.

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