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Fim do blog – Novo blog

Infelizmente,  escrevo para notificar o fim do Sagaz. Devido a falta de tempo e também pelos posts ter várias temáticas que não se entrelaçavam, o blog não conseguiu estabelecer uma identidade própria e acabou perdendo todo o sentido para mim.

Não pretendo deletar o seu conteúdo e deixo os posts desses quase 3 anos de existência disponível para quem quiser acessá-lo. Agradeço a todos que escreveram e compartilharam experiências durante toda a vida do Sagaz.

Criei um blog que talvez tenha mais a ver comigo. Segue o endereço para quem quiser acompanhar os meus novos escritos.

www.tramasocial.wordpress.com

att.

Inã Cândido

Engolindo sapos

Engolir sapos pela vida afora é uma coisa muito comum para a maioria das pessoas.

Engolimos dos pequenos aos grandes sapos e todos, de uma forma ou de outra, descem e fica por isso mesmo.

Todo mundo cria seus sapos.

Hospitais, restaurantes, bancos (um dos maiores criadores), seguradoras, escolas, operadoras de cartão de crédito, empresas de transporte, igrejas, supermercados, táxis, empresas de telefonia, lojas, empresas em geral, governo (o maior criador; cria também elefantes e rinocerontes), amigos, família, etc.

sapos-amor-sociedade
Engolindo sapos-imagem-google:limonadabrasileira.blogspot.com
 
O amor é outro grande criador de sapos.

Pode não ser o maior criador, mas é o mais habituado em fazer com que as pessoas engulam seus sapos.

Tem gente que se engasga, esperneia, chia, chora, se esconde, some, mas, do nada, estão de volta com outro sapão esperneando na boca.

Engolem e ficam macios como seda.

O último sapo que engoli?

Só pra variar, foi do amor.

A última companheira que tive me disse na lata:

Você?, você não tem futuro como homem!

O sapão desceu rasgando, lágrimas nos olhos, e a criadora de sapos…

Nem aí!

Não é uma merda?

Ditadura da música ruim

Uma coisa é certa:

Ouvir Beethoven, Tchaikovsky, Wagner, Chopin, Mozart, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Chico Alves, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Elis Regina, Luiz Gonzaga, Caetano, João Bosco… etc etc etc 24 horas por dia seria um saco.
Ninguém merece!

Agora, aguentar Bruno&Marrone, Leonardo, Daniel, Ivete Sangalo, Xitãozinho e Xororó, Zezé di Carmargo&Luciano, Margareth Menezes, Cláudia Leite, Banda Calypso, Gaviões do Forró, Chiclete com Banana… etc etc etc na cabeça o dia, o mês, o ano inteiro é coisa pra se chamar a polícia pra acabar com a poluição sonora.

Ô bando de gente chata!
Ô horror!
Ô ditadura cruel da música ruim.
Os caras mandam nos repertórios das rádios.
Mandam em tudo!
Sou contra tudo&todos?
Não!
Todo mundo tem o direito e merece o seu lugar ao sol.
Só que no Brasil este povo de música ruim ficou com o sol só pra eles.
Não entra mais ninguém!
É negócio fechado!
Um saco!

Bem que poderíamos ouvir todos os dias Beethoven, Tchaikovsky, Wagner, Chopin, Mozart, Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Chico Alves, Paulinho da viola, Chico Buarque, Elis Regina, Luiz Gonzaga, Caetano, João Bosco… Bruno &Marrone, Leonardo, Daniel, Ivete Sangalo, Xitãozinho e Xororó, Zezé Di Camargo&Luciano, Margareth Menezes, Cláudia Leite, Banda Calypso, Gaviões do Forró, Chiclete com Banana… e também o Mél, o Viola de Bolso e mais um monte de grandes compositores que não têm a menor chance de participar do mercado musical brasileiro.

Bem que poderia acontecer, não?
Mas o dinheiro sempre fala mais alto.
E cala algumas boas cabeças.
E silencia as boas canções.
É uma pena!

A metáfora criada pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu busca explicar como a escola, ao não levar em conta o capital cultural de alunos vindos de diferentes meios sociais, ajuda a manter a desigualdade através de um discurso da livre-iniciativa que resulta na manutenção do status quo.

Em função, disso para Bordieu, o discurso de igualdade que a escola prega não funciona na prática. O mito do gênio é negado. Nota-se que o autor não fala de excessões e sim de regras normativas que se perpetuam ao longo do tempo.

Vários autores passaram a mostrar que nem sempre as desigualdades sociais se reproduzem completamente na sala de aula. Mas, contudo, as conclusões de Bourdieu não foram contestadas.

Segue abaixo o vídeo que apresenta uma síntese relacionado ao conceito de capital cultural:

Sem tempo para sagacidade

Devido a um período conturbado da minha vida, principalmente em função da universidade, eu quase não pude me dedicar o mínimo que gostaria ao blog.

Até mesmo os posts do Tõeroberto (muitos deles coletados por mim) deixaram de ser adicionados nesse espaço. Contudo, aos poucos, eu pretendo voltar a escrever, e espero trazer algumas novidades ao Sagaz.

Pelo menos, a minha ausência serviu como um momento de aprendizado, principalmente em relação as teorias da minha área: Ciências Sociais.

Em função disso, gostaria de compartilhar um pouco dessa experiência aqui no Sagaz. Mas na medida do possível, não esperem nada além das minhas possibilidades, pois a falta de tempo traz consigo certo desanimo que precisa ser combatido para não vir à tona novamente.

No mais espero que esse retorno ofereça alguma novidade e, além disso, que sirva para uma troca de conhecimento entre todos os que aqui postam e os leitores. Caso o contrário, o objetivo básico desse blog passa a não fazer mais nenhum sentido.

Att Inã

Hoje estava me lembrando de quando, em 1980, me mudei pra Vila Moraes, em São Paulo.
Estávamos em pleno regime militar, sob o comando do Gal. João Baptista Figueiredo, o último dos fardados a comandar o Brasil.
E fui cair justamente no meio do turbilhão político da década de 80, com as greves dos metalúrgicos do ABC em 1979 e 1980.
E no meio da fundação do PT, em 10 de fevereiro de 1980.
E lá conheci muitas pessoas que, de uma maneira ou de outra, participavam ou conviviam com quem participava do movimento sindical.
Entre eles o meu grande amigo – grande nos dois sentidos: como pessoa e no tamanho; mais de 1,90 m – Stefan Mantu -, o Piga.
O grandão doce, militante apaixonado pelo movimento sindical.
O sujeito que se ferrava pessoalmente pela sua participação no movimento e estava sempre na cabeça das listas negras dos patrões do ABC.
E batalhava pela edição do Jornal “O Trabalho”, representante da classe trabalhadora.
Eram festas e festas em sua casa, pra arrecadar fundos para a manutenção do Jornal.
E lá, no meio do agito da militância política, a música corria solta.
O Grupo Acordel, do qual ele participava, e que lançou o disco Acordel, faz parte do acervo musical da boa música de São Paulo.
Arte de primeira linha.
E no meio das discussões políticas – nós, teóricas; ele, na prática – costumávamos atravessar as noites cantando, bebendo, rindo, chorando, brigando… e aprendendo, o que era mais importante.
E nos reuníamos no Boteco da Piranha na Consolação, em sua casa, na casa de outros amigos, no meu apartamento e fazíamos muita poesia… muita música, num tempo em que tudo parecia estéril, onde nada crescia, nada vingava, dada a permanente escuridão em que o Brasil estava mergulhado desde 1964.
E nestas rodadas noturnas conheci muitas pessoas.
Sua esposa Roseli, depois Isa; suas filhas Juliana, Cris e Mariana; Dalva, Sônia, Luiz, Marina, Marlena, entre outros.
O meu amigo compositor, Efraim; Inez, sua esposa; seus filhos Juninho, Claudinha, Carminha e Fabinho; seus irmãos, Adinho e Laurinho.
Com ele compus, como letrista, diversas músicas e fundamos o Grupo Violação, grande vencedor de festivais.
Plínio, Jorge, Cidinha, Goiás Brasil que participaram do Grupo Violação.
E muitos outros dos quais não me lembro agora ou já esqueci o nome, já que se passaram quase 30 anos.
Um tempo importante na minha vida.
E eu me lembrei desse tempo e me deu vontade de registrar.
E fiquei com saudade do meu amigo Piga.
Da sua voz doce ao violão, do seu sorriso tranquilo e dos tempos que éramos todos jovens.
E ainda acreditávamos num grande futuro para a gente sofrida do Brasil.
E achávamos que o PT nos levaria ao paraíso.
Sem a menor ideia de que viveríamos no purgatório.
Com a cara no chão!
10 segundos foi o tempo que durou aquele beijo.
Míseros 10 segundos!
E bastou!
O tesão, a paixão, o amor, a loucura subiram pelas pernas, foram até o cérebro, se organizaram da maneira mais doida do mundo e desceram pro coração de Leomário.
Lá se fixaram.
E pronto!
Um doido nasceu para o mundo.
Quirinha se afastou do beijo.
Não era bem o que queria/pensava.
Achou tudo um grande engano, se desculpou, pegou a bolsa, se despediu e ia sair.
Leomário foi até a porta, girou a chave, tirou da fechadura e guardou no bolso.
Quirinha questionou.
Leomário olhou apaixonadíssimo para ela.
Ela tentou chegar até a porta, ele barrou.
Ela questionou de novo.
Ele, sem mais nem menos:
Mulher minha não faz o que quer!
Susto, desespero… conversa.
Nada!
Irredutível!
Pra cima, outro beijo.
Não! Não! E não!
Encostada na porta:
Sai!
Não!
O corpo no corpo!
A luta.
Tentativa de sair.
Nada!
A mão no pescoço!
A falta de ar.
Um grunhido… e pronto!
O amor não tem fronteiras.
Tanto nos aproxima de Deus, como pode matar.
Ou pode convidar o diabo para o beijo apaixonado.
Ou para a dança ao luar.
Depende do caso!
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