Era uma vez uma jovem que tinha a seus pés um obstinado rapaz. Ele a seguia como uma sombra e não perdia uma única oportunidade de adorá-la em sincera contemplação.

Pra poesia que a gente não vive transformar o tédio em melodia...
Um dia, a jovem cansada de vê-lo implorar , propos um desafio: se ele ficasse a sua espera durante 100 dias e 100 noites, na varanda de sua casa, então ela concordaria em namorá-lo.
Ele aceitou prontamente o desafio e no mesmo dia mudou-se para a varanda. Matava a fome com alguma coisa que os passantes solidários lhe ofereciam. Bebia agua da chuva. E foram longas noites frias.
Porém, todos estranharam quando faltando apenas um dia para completar o prazo, ele levantou-se e foi embora.
Ele, sorrindo, explicou: em cada um dos noventa e nove dias que passei naquela varanda, esperei dela um sorriso, um afago. Que se comovesse com minha dor. Que olhasse pra mim com ternura. Tive febre, calafrios, dores e nenhum afeto. Pensei sobre isso, e entendi que nada mudaria também no dia seguinte. Que se ela tivesse algum amor, um pouco que fosse de afeto, não esperaria os cem dias para me dizer.”
Gosto muito desse conto e Cinema Paradiso está entre um dos meus filmes preferidos, acho que principalmente de eu adorar tudo relacionado a história e o seu contexto em geral. São horas garantidas de diversão encontradas numa verdadeira aula de cinema.
Trecho do filme Cinema Paradiso e texto retirado do blog Fragil Reino
você foi contemplado com o ‘Prêmio Dardos’
Diabo a 2 – http://diaboa2.blogs.sapo.pt/
TõeRoberto
Sem dúvidas uma das melhores partes de um dos melhores filmes que eu já assisti!